sábado, 2 de março de 2013

Os livros como mestres



O texto “Os livros como mestres” de autoria de Umberto Eco, trata-se de uma discussão acerca da importância da criança ter acesso desde cedo à  literatura infantil no âmbito escolar e da necessidade do contato diário com livros infantis, pois estes contribuem tanto para sua formação literária como também para construção do prazer de ler e na própria apreensão e entendimento da leitura, à medida que os alunos vão dominando estratégias de leitura e fazendo relações das histórias com suas experiências de vida.
Uma expressão interessante que o autor utiliza no texto em relação a apropriação da leitura literária é “uma escada de corrimão” em que permite estabelecer uma compreensão sobre os livros infantis destinados as crianças que seguem uma escala de maior ou menor grau de facilidade de leitura. Os livros infantis, portanto podem ser de duas formas no que diz respeito à compreensão do leitor, simples e de fácil entendimento ou até mesmo uma linguagem mais detalhada que exija maior atenção do mesmo, desde que ambas utilizem vocabulários voltados à idade certa, permitindo progressos das crianças e dos jovens. Sendo assim, o crescente avanço literário das crianças não depende apenas de bons livros infantis, mas também da presença de conflitos psicológicos, informações implícitas e metáforas presentes nos textos, pois na literatura contemporânea os alunos aprendem muito mais do que decodificar códigos de escrita e ler histórias em que a bruxa morre no fim e a princesa é feliz para sempre, com este novo perfil de literatura a criança aprende a lidar com seus conflitos inter- pessoais, ou seja, a enfrentar conflitos internos e encarar problemas de sua realidade de forma que entenderiam através da leitura dos livros que os problemas não somem, permanecem e nós que temos que aprender a lidar com eles, assim na literatura contemporânea o objetivo é o progresso do aluno, então os finais das histórias são (ou devem ser)  moldados de acordo com a  realidade.
O autor conclui seu texto fazendo uma análise sobre os livros destinados as crianças e adolescentes, enfatizando os limites educativos e morais desse tipo de literatura, onde a leitura é entendida como caminho para a competência literária e a partir disso, mostra a diversidade de competências que a leitura ajudará a desenvolver no aluno. Diante disso, nota-se que esta adequação dos livros literários para a nossa realidade, ocoreu devido à mudança social da atualidade, que hoje traz para o indivíduo atribuições como autonomia e criatividade e assim, os livros literários apresentam uma narrativa diferenciada, onde os conflitos internos fazem com que o leitor saiba lidar com as adversidades da vida, apresentando características que orientam a desenvolver as competências já existentes no leitor iniciante.
Fonte:http://campodapoesia.blogspot.com.br/2011/09/descricao-da-imagem-desenho-de-cinco.html
 
 
Referência: ECO, Umberto. Os livros como mestres. Barcelona: Lúmen, 1981, p. 80.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Livro ilustrado

Quando pensamos em livros de literatura infantil, pensamos logo em ilustrações, pois é comum que o livro infantil tenha um apelo visual. Mas será que este recurso serve somente para decoração? Será que se as imagens forem retiradas das histórias elas perdem o sentido? E livro ilustrado tem mesmo o conceito que julgamos tão obvio? São então todos os livros que trazem figuras? É sobre isso que vamos discutir um pouco. Primeiramente é importante falar do livro ilustrado pelo fato dele ser tão forte e presente na literatura infantil e consequentemente para a formação de leitores de literatura, já que ajuda na compreensão do texto e quando bem elaborado prende a atenção do leitor à história.
http://lerbd.blogspot.com.br/2009/12/onde-vivem-os-monstros-maurice-sendak.html
O livro imagético não é uma invenção tão recente, já no século XVII, Comênio, no momento que começa a pensar na criança como ser com características próprias, ele se preocupa em fazer livros que contenham imagens para ajudar a criança a melhor compreender os textos, e assim produz os livros com imagens e textos juntos e utiliza a litogravura ( carimbo de madeira) na confecção das imagens. Gustave Dore, no século XVIII, trazia a ilustração separada da imagem, depois da história elas surgiam, feitas de carimbos de metal. No século XIX, Rodophe Topffer apresenta a obra de natureza mista, em que  imagem aparece em cima e texto em baixo,  padrão que  até hoje é bem presente nos livros de literatura infantil. Em 1858, Henricke Hoffmann  introduz o texto e imagem com cor, as rimas e a graça das histórias, recursos bastante importantes, pois prendem ainda mais a atenção da criança. Estas tendências contribuíram para o surgimento do livro ilustrado que conhecemos hoje e que antes já foi chamado de livro álbum ou álbum ilustrado.
Mas afinal, o que é livro ilustrado?
Este termo recente é utilizado para designar as histórias as quais imagem e  texto se complementam e dialogam tanto, que um não faz sentido sem o outro. Sendo assim, não podemos dizer que um livro da branca de neve ou do patinho feio é um livro ilustrado, pois se as ilustrações forem retiradas do texto ou modificadas, este pode ser perfeitamente compreendido, o que não ocorre por exemplo, nas obras, “A flor do lado de lá”, de Roger Melo, “O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado”, de Dom e Audrey Wood,  “Onde vivem os monstros’, de Maurice Sendak e marco do livro ilustrado e Flicts, de autoria de Ziraldo, que vocês podem conferir a sinopse nas sugestões de leitura da semana. Outra característica do livro ilustrado é a sua brevidade, pois como é destinado para crianças pequenas e estas não tem capacidade  de armazenar  grande número de informações, as histórias tem que durar uma unidade de fôlego, ou seja o tempo de uma respiração.
            O livro ilustrado é um importante recurso a ser utilizado em sala de aula, pois com estas histórias o professor pode explorar ao máximo as capacidades  da criança, no momento em que trabalha a interpretação dos textos concomitante com a leitura das imagens, e permite ao aluno fazer inferências e ligações de um com o outro. Porém, para que a atividade seja realizada de modo satisfatório, faz-se necessário que o professor compreenda claramente a história e a explore de modo que o aluno possa entendê-la também, ou seja ele deve deixar os alunos observarem com calma as imagens durante a leitura, depois de contá-las chamar a atenção deles para as cenas que passaram despercebidas e que contribuem para o melhor entendimento da história, sempre permiti-los a fazer inferências e conduzi-los a buscar o que está implícito em todas as histórias, pois desta forma estará formando leitores de literatura infantil que mais tarde será um leitor de literatura, já que estará tendo contato desde cedo com as obras literárias e o que é muito importante, estará as compreendendo, o que muitas vezes não ocorre em sala de aula pelo fato do professor não explorar devidamente as obras.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A arte de contar histórias

http://www.lagoavermelha.rs.gov.br/2010/2012/creche-monica-bonotto/
Como já vimos na postagem anterior, o conto é uma narrativa que tem origens de tradição oral, pois antes mesmo do surgimento da escrita, as histórias eram contadas apenas pela palavra e ficavam registradas nas memórias do povo antigo e assim, foram transmitidas através dos tempos. Essa forma de passar saberes através de narrativas e da memória é uma característica peculiar do contador tradicional, pois ele não tem a preocupação de que o que ele está contando vai ser registrado em escrituras, no entanto o contador moderno surge mais tarde na sociedade contemporânea e passa a se profissionalizar através de cursos de contadores de história, sua característica mais importante é o fato de usar livros, o que antes não existia, surge também nesse mesmo momento a valorização da performance, ou seja,  o aperfeiçoamento do ato milenar de contar  histórias, carregadas de inúmeros significados, dependendo de quem a esteja narrando e de que forma ela esteja sendo contada.
Contar história é acima de tudo um ato social, é socializar, mas existe uma grande diferença entre o contar, o ler e o dramatizar/ encenar, pois contar uma história é testemunhar, ler uma história é apenas um discurso escrito geralmente lido em voz alta e dramatizar uma história é fazer personagens, é ser ator e incorporar. Portanto, o que as instituições escolares e educadores precisam fazer é levar para as crianças esses saberes e socializar uma prática de ensino que traz contribuições para o desenvolvimento infantil, pois contar história não é um ato vazio, é promover uma experiência e por isso merece ser levado mais a sério por todos que fazem a instituição escolar.

 

sábado, 29 de dezembro de 2012

Contos de fadas




fonte:http://professoracleides.blogspot.com.br/2011/07/como-surgiu-o-conto-de-fadas.html
Os contos de fadas tem relação com os contos de tradição oral, pois os contos de fadas que conhecemos hoje, se originaram das histórias que traziam o mito e as tradições religiosas, principalmente do Centro da Europa, e a partir do século XVII se consolidou com os contadores de histórias como Charles Perralult, que reescreveu os contos orais e foi promovido por escritores como Perrault, os irmãos Grimm e Hans Christian Andersen. Segundo Vitor Quelhas, nos contos de tradição oral há dois tipos de componentes: um puramente oral, que diz respeito a eventos locais que são fantasiados e contados como histórias fabulosas. E outro, com as narrativas populares composta por imaginários religiosos e simbólicos, cristãos e pré-cristão, mitos oriundos da Antiguidade, não necessariamente ligado ao que acontece, mas ao que se conta de forma efabulada. Porém, nestes contos não há o elemento feérico, encantatório que encontramos hoje nos contos modernos, nos contos de Grimm ou de Andersen, por exemplo, pode-se encontrar personagens como almas penadas, bruxas, fadas e animais, no entanto são mais personificações das fantasias e medos da aldeia, sendo assim estes são elementos em comum nas diversas culturas, pois na Índia, China, como nas culturas africanas e latino-americanas há os contos populares espantosos de conteúdo simbólico, arquetípico, que expressam versões populares de problemáticas de caráter religioso e filosófico.

Esta tradição oral, também deu origem as fabulas, pois como tais vem a querer exercer uma função educativa, trazer uma “moral da história”, fator preponderante na diferença entre fabula e contos de fadas, que ao contrário da fabula objetiva propor uma descoberta ética e não introduzir uma moral. Os contos de fadas tem assim, a finalidade de transportar o indivíduo para uma realidade paralela, o que é no fundo, mostrar o outro lado das coisas, a realidade criativa e paradoxal dos nossos sonhos, sendo então importantes para manter acessa a chama do inconformismo, da inquietação, fundamental para o exercício da cidadania, a medida que capacita os indivíduos pra dizer que as coisas podem ser diferentes e que nem sempre são o que parecem.

Diante do exposto, pode-se afirmar que os contos de fadas tem grande importância para a infância, pois permite a relação entre as emoções positivas e negativas, quando a criança identifica-se com o herói ou heroína, seja menino ou menina, mexendo com a ambivalência sexual da criança, com a capacidade de lidar com o feminino e o masculino dentro de si, ao mesmo tempo que cria um cenário, a história, em que o herói se movimenta, e a criança, ao identificar-se com ele evolui nesta proposta de viagem, passando por determinadas aventuras, onde se confronta com seu próprio eu e não com a moral da história, ou seja se a criança se identifica com o vilão descobre por si própria por que este personagem não teve um final feliz, neste sentido, os contos confrontam a criança com dualidades como: o ódio e a compaixão, a culpa e o perdão, a tristeza e a alegria, o medo e a coragem, a mentira e verdade, não dizendo o que é certo ou errado, e sim deixando a criança lidar livremente com este material. Sendo assim os contos devem ter presentes os mais diversos elementos como a crueldade, o amor ou morte, pois estas são experiências fundamentais para a criança perceber que a realidade muda continuamente e que o medo, o confronto e a superação não são elementos apenas dos contos, mas da nossa própria vida.

Com o herói da história que tem que arranjar soluções para tudo, a criança descobre possibilidades de enfrentar seus medos como coisa natural. Porém, para que um conto de fadas seja devidamente explorado este não deve ser lido, o adulto deve aprender o conto e depois contá-lo, de viva voz, e que nesta interação do contar o adulto e a criança possam encontrar o mesmo nível de disponibilidade primordial de cada um de nós e neste momento em que as coisas mais terríveis encontram soluções, as pessoas não se deixem mais estar submersas no pessimismo diante da tragédia do mundo e juntos possam buscar as soluções, sendo assim se faz  necessária um mediação em que se conduz a criança para um mundo de disponibilidade, em que ela é direcionada para achar as soluções dos problemas do mundo, para reinventar a realidade, para isto é importante também fazer  com que a criança recrie as narrativas, não habituando-as a ter a penas uma imagem estática das coisas, cada uma deve imaginar a sua bruxa, o seu lobo, o seu gigante, vendo de formas diferentes a mesma história e achando soluções diferentes para a mesma coisa, para que não se tornem cidadãos obtusos e conformados. 
Referência: BARROCAS, Sofia.Viver com as fadas. Entrevista com Vitor Quelhas - Notícias Magazine (11 de abril de 2004). Disponível em: http://tapetedesonhos.wordpress.com/2007/08/30/viver-com-as-fadas/. Acessado em: 30/08/2007.

Agora traremos uma breve biografia de autores fundamentais na constituição deste gênero, tendo como finalidade incentivar você, caro leitor na busca por contos de fadas que o façam reservar lugar para o sonho e a fantasia em suas vidas.

Irmãos Grimm: Escritores alemãs nascidos em Hanau, criadores de encantadores clássicos da literatura infantil universal como João e Maria, Branca de Neve e os sete anões e Os músicos de Bremen, que fizeram emocionar leitores de todas as idades e épocas. Estudaram direito na Universidade de Marburg, mas notabilizaram-se como pesquisadores e filólogos. Referência:
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IrmaoGri.html

Hans Christian Andersen: Imortal autor dinamarquês de contos de fadas e renomado poeta, nasceu em Odense, no dia 2 de abril de 1805, no interior de uma família extremamente humilde. Em 1828 ele ingressa na Universidade de Copenhague, quando então já havia lançado vários livros, atingindo a fama no âmbito mundial apenas em 1835, ao publicar seu livro O Improvisador. Sua obra é composta de romances como este, de poemas e narrativas de viagens, mas tornou-se realmente célebre por seus contos de fadas, principalmente em um período no qual este gênero era muito raro. Suas narrativas mais conhecidas são O Abeto, O Patinho Feio, A Caixinha de Surpresas, Os Sapatinhos Vermelhos, O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio, O Soldadinho de chumbo, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei e A Princesa e a Ervilha, entre outras. Referência:
Charles Perrault: Viveu em Paris e morreu aos 75 anos. O poeta da Academia Francesa não atuou exclusivamente no mundo das letras. Além de trabalhar como advogado, tornou-se superintendente de construções do Rei Sol Luís XIV. Publicou  Os "Contos da mamãe gansa" que se constituem de uma coletânea de oito histórias, posteriormente acrescidas de mais três títulos, ainda que num manuscrito de 1695, só encontrado em 1953, constassem apenas cinco textos. Os contos que falam de princesas, bruxas e fadas trazem histórias que habitam até hoje o imaginário infantil como "A Bela Adormecida", "Chapeuzinho Vermelho", "Cinderela", dentre outros. Referência: http://www.graudez.com.br/litinf/autores/perrault/perrault.htm
 
Marina Colasanti: Nasceu em 26 de setembro de 1937, em Asmara (Eritréia), Etiópia. Viveu sua infância na Africa (Eritréia, Líbia). Depois seguiu para a Itália, onde morou 11 anos. Chegou ao Brasil em 1948, e sua família se radicou no Rio de Janeiro, onde reside desde então. Entre 1952 e 1956 estudou pintura com Catarina Baratelle, em 1958 já participava de vários salões de artes plásticas, como o III Salão de Arte Moderna. Nos anos seguintes, atuou como colaboradora de periódicos, apresentadora de televisão e roteirista. Ingressou no Jornal do Brasil em 1962, como redatora do Caderno B, desenvolveu as atividades de: cronista, colunista, ilustradora, sub-editora, Secretária de Texto. Foi também editora do Caderno Infantil do mesmo jornal. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Dentre outros escreveu : E por falar em amor; Contos de amor rasgados; Aqui entre nós, Intimidade pública, Eu sozinha, Zooilógico, A morada do ser, A nova mulher (que vendeu mais de 100.000 exemplares), Mulher daqui pra frente, O leopardo é um animal delicado, Gargantas abertas e os escritos para crianças: Uma idéia toda azul e Doze reis e a moça do labirinto de vento. Referência: http://omundodemarinacolasanti.blogspot.com.br/2008/09/biografia_25.html

Câmara Cascudo: Nasceu em natal, no dia 30 de outubro de 1898, vindo a falecer a 30 de julho de 1986, em sua residência particular, na cidade onde nasceu. Filho de pai rico,Cascudo teve uma infância privilegiada, começando a escrever na imprensa a partir de 1917, e mais intensamente aos dezenove anos, no jornal fundado por seu pai, o coronel da guarda nacional, Francisco Cascudo, para que o filho e os seus amigos tivessem um órgão onde divulgar suas ideias. Aos 40 anos de idade, depois de haver publicado aproximadamente 15 trabalhos, entre livros de história e de crítica literária, Cascudo publica seu primeiro livro de folclore, vaqueiros e cantadores, que se tornaria, desde logo um clássico, na bibliografia do folclore brasileiro. A partir de então, a par de novos livros de história e literatura, Cascudo daria início à construção de sua vasta obra, no campo da cultura popular. Depois de vaqueiros e cantadores viriam literatura oral, dicionário do folclore brasileiro, cinco livros do povo, todos da maior importância para a cultura nacional, um universo de 70 livros que o mestre publicou, somente na área do folclore. Referência:
http://www.acritica.org/2011/03/camara-cascudo-vida-e-obra.html


La fontaine: Nasceu na pequena cidade de Chateau-Thierry. Estudou teologia e direito em Paris, mas seu maior interesse sempre foi a literatura. Escreveu o romance "Os Amores de Psique e Cupido" e tornou-se próximo dos escritores Molière e Racine. Em 1668 foram publicadas as primeiras fábulas, num volume intitulado "Fábulas Escolhidas". O livro era uma coletânea de 124 fábulas, dividida em seis partes. As fábulas continham histórias de animais, contendo um fundo moral, eram escritas em linguagem simples,por isso conquistaram imediatamente seus leitores.Várias novas edições das "Fábulas" foram publicadas em vida do autor. A cada nova edição, novas narrativas foram acrescentadas.A última edição de suas fábulas foi publicada 1693, antes de vir a ser fabulista, foi poeta, tentou ser teólogo. Algumas fábulas escritas e reescritas por ele são: A lebre e a tartaruga, O homem, o Menino e a Mula, O Leão e o Rato, O carvalho e o Caniço. Referência:
http://viveraescrever.blogspot.com.br/2009/11/vida-e-obra-de-jean-la-fontaine.html

 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Poesia


A poesia apresenta diversas definições e origens, em uma pesquisa realizada a que melhor consegue definir o tema é a seguinte: “A palavra poesia vem do termo latim poēsis, que, por sua vez, deriva de um conceito grego. Trata-se da manifestação da beleza ou do sentimento estético através da palavra, podendo ser sob a forma de versos ou de prosas. Em todo o caso, o seu emprego mais usual está relacionado com os poemas e com as composições em verso”.
Esse estilo literário se difere de outros por caracterizar um arranjo harmônico de palavras e também por apresentar uma linguagem específica garantindo o ritmo no desenvolvimento das estrofes seguindo uma métrica estética, esses são os principais recursos utilizados para se fazer uma poesia.
E entre os elementos que constituem a poesia é o valor simbólico da linguagem que assume a função de construir metáforas de diversas realidades, ao mesmo tempo, que consegue trazer a emoção, mostrando a sensibilidade que as palavras podem ter diante de diferentes assuntos. 

 
Poesia também pode ser forma e não perder o encanto.

Fonte: http://gmouzinho.blogspot.com.br/2009/10/o-mundo-roda-carluce-pereira.html

Vocês podem conferir no link poema/poesia deste blog obras belíssimas de autores como Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado, Fernando Pessoa, Clarisse Lispector, Vinícios de Moraes e Cecília Meirelles e assim conhecer estilos,  se encantar com as produções, bem como produzir com as crianças uma roda de poesia..

Referência: disponível em: http://conceito.de/poesia#ixzz2F2o13Ozc, Acessado em: 14 de dezembro de 2012


Roda de Leitura


A roda de leitura possui como definição a leitura de textos em público e apresenta inicialmente uma prática muito mais antiga do que se imagina, pois desde a Grécia antiga se utilizam desse meio para divulgar autores e obras. Transpondo esse método para o campo educacional evidencia-se que a formação do sujeito enquanto leitor acontece inicialmente a partir da curiosidade em descobrir novos horizontes que antes lhes eram desconhecidos. Assim, a estratégia da roda funciona como um caminho para o incentivo a leitura, por garantir que sejam compartilhados entre os componentes daquele espaço diversos tipos de textos, logo são partilhados estilos literários diversificados. Desse modo, permite que o aluno busque por assuntos e temas que antes não faziam parte de sua bagagem de leitura, assim possibilita que o leitor aumente o seu repertório literário, despertando, portanto o prazer em ler e podendo atribuir gosto por outros estilos e obras até então desconhecidos.   



Referência: Disponível em: http://www.estacaodasletras.com.br/arquivos/rodas.pdf, Acessado em: 14 de dezembro de 2012.


sábado, 8 de dezembro de 2012

A formação do gosto literário

Fonte:http://www.desenvolvimentoeducacional.com.br
 O ato de ler nos proporciona descobertas e aprendizagens, porém nos dias de hoje as crianças cada vez menos se interessam pela leitura que estimula a reflexão e o prazer, e assim surge a necessidade da intervenção dos educadores para o estímulo  e a  formação do gosto literário do sujeito, o que se faz possível por meio de um processo de vivência e reflexão da leitura, processo este que deve ser iniciado na escola e estendido para o meio social ou  convívio familiar, a partir do momento que se insere a criança neste mundo mágico dos livros e o instiga a buscar novas viagens. Diante disso, a leitura para se tornar prazerosa requer que vários fatores sejam levados em consideração, a mediação (de algo ou alguém), a escolha de textos (sobre o que se ler ? será que são mesmo interessantes? Será que todos tem acesso?), os espaços ( será que o ambiente me instiga? Me favorece?) o momento de inserção no universo literário ( será que as crianças só devem ter contato com os livros após seu processo de alfabetização ? ) e por que ler? (porque está na mídia?). Sendo assim, são vários os fatores que nos levam a tornarmos bons leitores, e, portanto, é preciso uma pedagogia do desafio do desejo/é necessário desafiar o desejo, pois muitas vezes nós achamos que não vamos gostar de algo sem ao menos termos provado. Nesse sentido, a escola tem um papel fundamental, proporcionar o acesso a leitura, e aos mais diversos tipos de livros, não por simples obrigação ou por ser uma pequena parte de seu currículo, mas com a finalidade de formar o gosto, o prazer em ler e compartilhar, pois a leitura na escola deve ser uma prática social e não um simples conteúdo didático.  Na instituição escolar, portanto, a formação do gosto pela leitura deve ser planejado, estudado, pensado pedagogicamente pelo professor, pois tem um papel fundamental, o de instigar a imaginação da criança, que assim poderá melhor desenvolver seus aspectos cognitivos e sua criatividade tendo melhores condições de atuar ativamente na sociedade em que vive, sendo assim o professor nesse núcleo é o principal mediador em despertar o prazer de ler nas crianças e jovens, até porque, o gosto não nasce conosco é apreendido através da cultura, que muito influência nesse processo.


Referência: Magnani, Maria do Rosário Mortatti. Leitura e formação do gosto - por uma pedagogia do desafio do desejo. IN: Leitura, literatura e escola: sobre a formação do gosto. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.