sábado, 29 de dezembro de 2012

Contos de fadas




fonte:http://professoracleides.blogspot.com.br/2011/07/como-surgiu-o-conto-de-fadas.html
Os contos de fadas tem relação com os contos de tradição oral, pois os contos de fadas que conhecemos hoje, se originaram das histórias que traziam o mito e as tradições religiosas, principalmente do Centro da Europa, e a partir do século XVII se consolidou com os contadores de histórias como Charles Perralult, que reescreveu os contos orais e foi promovido por escritores como Perrault, os irmãos Grimm e Hans Christian Andersen. Segundo Vitor Quelhas, nos contos de tradição oral há dois tipos de componentes: um puramente oral, que diz respeito a eventos locais que são fantasiados e contados como histórias fabulosas. E outro, com as narrativas populares composta por imaginários religiosos e simbólicos, cristãos e pré-cristão, mitos oriundos da Antiguidade, não necessariamente ligado ao que acontece, mas ao que se conta de forma efabulada. Porém, nestes contos não há o elemento feérico, encantatório que encontramos hoje nos contos modernos, nos contos de Grimm ou de Andersen, por exemplo, pode-se encontrar personagens como almas penadas, bruxas, fadas e animais, no entanto são mais personificações das fantasias e medos da aldeia, sendo assim estes são elementos em comum nas diversas culturas, pois na Índia, China, como nas culturas africanas e latino-americanas há os contos populares espantosos de conteúdo simbólico, arquetípico, que expressam versões populares de problemáticas de caráter religioso e filosófico.

Esta tradição oral, também deu origem as fabulas, pois como tais vem a querer exercer uma função educativa, trazer uma “moral da história”, fator preponderante na diferença entre fabula e contos de fadas, que ao contrário da fabula objetiva propor uma descoberta ética e não introduzir uma moral. Os contos de fadas tem assim, a finalidade de transportar o indivíduo para uma realidade paralela, o que é no fundo, mostrar o outro lado das coisas, a realidade criativa e paradoxal dos nossos sonhos, sendo então importantes para manter acessa a chama do inconformismo, da inquietação, fundamental para o exercício da cidadania, a medida que capacita os indivíduos pra dizer que as coisas podem ser diferentes e que nem sempre são o que parecem.

Diante do exposto, pode-se afirmar que os contos de fadas tem grande importância para a infância, pois permite a relação entre as emoções positivas e negativas, quando a criança identifica-se com o herói ou heroína, seja menino ou menina, mexendo com a ambivalência sexual da criança, com a capacidade de lidar com o feminino e o masculino dentro de si, ao mesmo tempo que cria um cenário, a história, em que o herói se movimenta, e a criança, ao identificar-se com ele evolui nesta proposta de viagem, passando por determinadas aventuras, onde se confronta com seu próprio eu e não com a moral da história, ou seja se a criança se identifica com o vilão descobre por si própria por que este personagem não teve um final feliz, neste sentido, os contos confrontam a criança com dualidades como: o ódio e a compaixão, a culpa e o perdão, a tristeza e a alegria, o medo e a coragem, a mentira e verdade, não dizendo o que é certo ou errado, e sim deixando a criança lidar livremente com este material. Sendo assim os contos devem ter presentes os mais diversos elementos como a crueldade, o amor ou morte, pois estas são experiências fundamentais para a criança perceber que a realidade muda continuamente e que o medo, o confronto e a superação não são elementos apenas dos contos, mas da nossa própria vida.

Com o herói da história que tem que arranjar soluções para tudo, a criança descobre possibilidades de enfrentar seus medos como coisa natural. Porém, para que um conto de fadas seja devidamente explorado este não deve ser lido, o adulto deve aprender o conto e depois contá-lo, de viva voz, e que nesta interação do contar o adulto e a criança possam encontrar o mesmo nível de disponibilidade primordial de cada um de nós e neste momento em que as coisas mais terríveis encontram soluções, as pessoas não se deixem mais estar submersas no pessimismo diante da tragédia do mundo e juntos possam buscar as soluções, sendo assim se faz  necessária um mediação em que se conduz a criança para um mundo de disponibilidade, em que ela é direcionada para achar as soluções dos problemas do mundo, para reinventar a realidade, para isto é importante também fazer  com que a criança recrie as narrativas, não habituando-as a ter a penas uma imagem estática das coisas, cada uma deve imaginar a sua bruxa, o seu lobo, o seu gigante, vendo de formas diferentes a mesma história e achando soluções diferentes para a mesma coisa, para que não se tornem cidadãos obtusos e conformados. 
Referência: BARROCAS, Sofia.Viver com as fadas. Entrevista com Vitor Quelhas - Notícias Magazine (11 de abril de 2004). Disponível em: http://tapetedesonhos.wordpress.com/2007/08/30/viver-com-as-fadas/. Acessado em: 30/08/2007.

Agora traremos uma breve biografia de autores fundamentais na constituição deste gênero, tendo como finalidade incentivar você, caro leitor na busca por contos de fadas que o façam reservar lugar para o sonho e a fantasia em suas vidas.

Irmãos Grimm: Escritores alemãs nascidos em Hanau, criadores de encantadores clássicos da literatura infantil universal como João e Maria, Branca de Neve e os sete anões e Os músicos de Bremen, que fizeram emocionar leitores de todas as idades e épocas. Estudaram direito na Universidade de Marburg, mas notabilizaram-se como pesquisadores e filólogos. Referência:
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IrmaoGri.html

Hans Christian Andersen: Imortal autor dinamarquês de contos de fadas e renomado poeta, nasceu em Odense, no dia 2 de abril de 1805, no interior de uma família extremamente humilde. Em 1828 ele ingressa na Universidade de Copenhague, quando então já havia lançado vários livros, atingindo a fama no âmbito mundial apenas em 1835, ao publicar seu livro O Improvisador. Sua obra é composta de romances como este, de poemas e narrativas de viagens, mas tornou-se realmente célebre por seus contos de fadas, principalmente em um período no qual este gênero era muito raro. Suas narrativas mais conhecidas são O Abeto, O Patinho Feio, A Caixinha de Surpresas, Os Sapatinhos Vermelhos, O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio, O Soldadinho de chumbo, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei e A Princesa e a Ervilha, entre outras. Referência:
Charles Perrault: Viveu em Paris e morreu aos 75 anos. O poeta da Academia Francesa não atuou exclusivamente no mundo das letras. Além de trabalhar como advogado, tornou-se superintendente de construções do Rei Sol Luís XIV. Publicou  Os "Contos da mamãe gansa" que se constituem de uma coletânea de oito histórias, posteriormente acrescidas de mais três títulos, ainda que num manuscrito de 1695, só encontrado em 1953, constassem apenas cinco textos. Os contos que falam de princesas, bruxas e fadas trazem histórias que habitam até hoje o imaginário infantil como "A Bela Adormecida", "Chapeuzinho Vermelho", "Cinderela", dentre outros. Referência: http://www.graudez.com.br/litinf/autores/perrault/perrault.htm
 
Marina Colasanti: Nasceu em 26 de setembro de 1937, em Asmara (Eritréia), Etiópia. Viveu sua infância na Africa (Eritréia, Líbia). Depois seguiu para a Itália, onde morou 11 anos. Chegou ao Brasil em 1948, e sua família se radicou no Rio de Janeiro, onde reside desde então. Entre 1952 e 1956 estudou pintura com Catarina Baratelle, em 1958 já participava de vários salões de artes plásticas, como o III Salão de Arte Moderna. Nos anos seguintes, atuou como colaboradora de periódicos, apresentadora de televisão e roteirista. Ingressou no Jornal do Brasil em 1962, como redatora do Caderno B, desenvolveu as atividades de: cronista, colunista, ilustradora, sub-editora, Secretária de Texto. Foi também editora do Caderno Infantil do mesmo jornal. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Dentre outros escreveu : E por falar em amor; Contos de amor rasgados; Aqui entre nós, Intimidade pública, Eu sozinha, Zooilógico, A morada do ser, A nova mulher (que vendeu mais de 100.000 exemplares), Mulher daqui pra frente, O leopardo é um animal delicado, Gargantas abertas e os escritos para crianças: Uma idéia toda azul e Doze reis e a moça do labirinto de vento. Referência: http://omundodemarinacolasanti.blogspot.com.br/2008/09/biografia_25.html

Câmara Cascudo: Nasceu em natal, no dia 30 de outubro de 1898, vindo a falecer a 30 de julho de 1986, em sua residência particular, na cidade onde nasceu. Filho de pai rico,Cascudo teve uma infância privilegiada, começando a escrever na imprensa a partir de 1917, e mais intensamente aos dezenove anos, no jornal fundado por seu pai, o coronel da guarda nacional, Francisco Cascudo, para que o filho e os seus amigos tivessem um órgão onde divulgar suas ideias. Aos 40 anos de idade, depois de haver publicado aproximadamente 15 trabalhos, entre livros de história e de crítica literária, Cascudo publica seu primeiro livro de folclore, vaqueiros e cantadores, que se tornaria, desde logo um clássico, na bibliografia do folclore brasileiro. A partir de então, a par de novos livros de história e literatura, Cascudo daria início à construção de sua vasta obra, no campo da cultura popular. Depois de vaqueiros e cantadores viriam literatura oral, dicionário do folclore brasileiro, cinco livros do povo, todos da maior importância para a cultura nacional, um universo de 70 livros que o mestre publicou, somente na área do folclore. Referência:
http://www.acritica.org/2011/03/camara-cascudo-vida-e-obra.html


La fontaine: Nasceu na pequena cidade de Chateau-Thierry. Estudou teologia e direito em Paris, mas seu maior interesse sempre foi a literatura. Escreveu o romance "Os Amores de Psique e Cupido" e tornou-se próximo dos escritores Molière e Racine. Em 1668 foram publicadas as primeiras fábulas, num volume intitulado "Fábulas Escolhidas". O livro era uma coletânea de 124 fábulas, dividida em seis partes. As fábulas continham histórias de animais, contendo um fundo moral, eram escritas em linguagem simples,por isso conquistaram imediatamente seus leitores.Várias novas edições das "Fábulas" foram publicadas em vida do autor. A cada nova edição, novas narrativas foram acrescentadas.A última edição de suas fábulas foi publicada 1693, antes de vir a ser fabulista, foi poeta, tentou ser teólogo. Algumas fábulas escritas e reescritas por ele são: A lebre e a tartaruga, O homem, o Menino e a Mula, O Leão e o Rato, O carvalho e o Caniço. Referência:
http://viveraescrever.blogspot.com.br/2009/11/vida-e-obra-de-jean-la-fontaine.html

 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Poesia


A poesia apresenta diversas definições e origens, em uma pesquisa realizada a que melhor consegue definir o tema é a seguinte: “A palavra poesia vem do termo latim poēsis, que, por sua vez, deriva de um conceito grego. Trata-se da manifestação da beleza ou do sentimento estético através da palavra, podendo ser sob a forma de versos ou de prosas. Em todo o caso, o seu emprego mais usual está relacionado com os poemas e com as composições em verso”.
Esse estilo literário se difere de outros por caracterizar um arranjo harmônico de palavras e também por apresentar uma linguagem específica garantindo o ritmo no desenvolvimento das estrofes seguindo uma métrica estética, esses são os principais recursos utilizados para se fazer uma poesia.
E entre os elementos que constituem a poesia é o valor simbólico da linguagem que assume a função de construir metáforas de diversas realidades, ao mesmo tempo, que consegue trazer a emoção, mostrando a sensibilidade que as palavras podem ter diante de diferentes assuntos. 

 
Poesia também pode ser forma e não perder o encanto.

Fonte: http://gmouzinho.blogspot.com.br/2009/10/o-mundo-roda-carluce-pereira.html

Vocês podem conferir no link poema/poesia deste blog obras belíssimas de autores como Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado, Fernando Pessoa, Clarisse Lispector, Vinícios de Moraes e Cecília Meirelles e assim conhecer estilos,  se encantar com as produções, bem como produzir com as crianças uma roda de poesia..

Referência: disponível em: http://conceito.de/poesia#ixzz2F2o13Ozc, Acessado em: 14 de dezembro de 2012


Roda de Leitura


A roda de leitura possui como definição a leitura de textos em público e apresenta inicialmente uma prática muito mais antiga do que se imagina, pois desde a Grécia antiga se utilizam desse meio para divulgar autores e obras. Transpondo esse método para o campo educacional evidencia-se que a formação do sujeito enquanto leitor acontece inicialmente a partir da curiosidade em descobrir novos horizontes que antes lhes eram desconhecidos. Assim, a estratégia da roda funciona como um caminho para o incentivo a leitura, por garantir que sejam compartilhados entre os componentes daquele espaço diversos tipos de textos, logo são partilhados estilos literários diversificados. Desse modo, permite que o aluno busque por assuntos e temas que antes não faziam parte de sua bagagem de leitura, assim possibilita que o leitor aumente o seu repertório literário, despertando, portanto o prazer em ler e podendo atribuir gosto por outros estilos e obras até então desconhecidos.   



Referência: Disponível em: http://www.estacaodasletras.com.br/arquivos/rodas.pdf, Acessado em: 14 de dezembro de 2012.


sábado, 8 de dezembro de 2012

A formação do gosto literário

Fonte:http://www.desenvolvimentoeducacional.com.br
 O ato de ler nos proporciona descobertas e aprendizagens, porém nos dias de hoje as crianças cada vez menos se interessam pela leitura que estimula a reflexão e o prazer, e assim surge a necessidade da intervenção dos educadores para o estímulo  e a  formação do gosto literário do sujeito, o que se faz possível por meio de um processo de vivência e reflexão da leitura, processo este que deve ser iniciado na escola e estendido para o meio social ou  convívio familiar, a partir do momento que se insere a criança neste mundo mágico dos livros e o instiga a buscar novas viagens. Diante disso, a leitura para se tornar prazerosa requer que vários fatores sejam levados em consideração, a mediação (de algo ou alguém), a escolha de textos (sobre o que se ler ? será que são mesmo interessantes? Será que todos tem acesso?), os espaços ( será que o ambiente me instiga? Me favorece?) o momento de inserção no universo literário ( será que as crianças só devem ter contato com os livros após seu processo de alfabetização ? ) e por que ler? (porque está na mídia?). Sendo assim, são vários os fatores que nos levam a tornarmos bons leitores, e, portanto, é preciso uma pedagogia do desafio do desejo/é necessário desafiar o desejo, pois muitas vezes nós achamos que não vamos gostar de algo sem ao menos termos provado. Nesse sentido, a escola tem um papel fundamental, proporcionar o acesso a leitura, e aos mais diversos tipos de livros, não por simples obrigação ou por ser uma pequena parte de seu currículo, mas com a finalidade de formar o gosto, o prazer em ler e compartilhar, pois a leitura na escola deve ser uma prática social e não um simples conteúdo didático.  Na instituição escolar, portanto, a formação do gosto pela leitura deve ser planejado, estudado, pensado pedagogicamente pelo professor, pois tem um papel fundamental, o de instigar a imaginação da criança, que assim poderá melhor desenvolver seus aspectos cognitivos e sua criatividade tendo melhores condições de atuar ativamente na sociedade em que vive, sendo assim o professor nesse núcleo é o principal mediador em despertar o prazer de ler nas crianças e jovens, até porque, o gosto não nasce conosco é apreendido através da cultura, que muito influência nesse processo.


Referência: Magnani, Maria do Rosário Mortatti. Leitura e formação do gosto - por uma pedagogia do desafio do desejo. IN: Leitura, literatura e escola: sobre a formação do gosto. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.





sábado, 1 de dezembro de 2012

Nossas produções

Através de um acróstico da palavra literatura infantil, construímos em grupo de cinco pessoas (Aline, Débora, Michele, Luana e Tassia) a história abaixo, esta atividade rendeu ricas produções na turma, que vocês podem conferir nos blogs das nossas colegas, serve também como sugestão de atividade para as crianças, com certeza terá um ótimo resultado e grandes surpresas.

Era uma vez...
Era uma vez um menino que tinha o sonho de viajar, uma viagem repleta de aventura, magia e fantasia. E através da leitura, seu pensamento tornou- se realidade, pois ao entrar naquele universo de pura imaginação, vivenciou histórias que o fizeram conhecer o poder da arte da literatura, que o tirou de uma infância triste e deu- lhe esperanças de viver dando risadas. Tempos depois tornou-se um contador de histórias sendo para outras crianças um espelho que desperta mais uma vez o gosto pela leitura.

The End.

Sugestões de leitura




A obra Era uma vez, era uma vez, de autoria de Rafael Garcia traz uma história muito divertida, que retrata  a paixão de "era uma vez" por "foram felizes para sempre", em uma saga encantadora, que mexe com o imaginário da criança.





O livro O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomiado, de Dom e Audrey Wood, é uma divertida fábula sobre um esperto ratinho que tinha como objetivo esconder um morango vermelho maduro de um grande urso esfomeado, que, no entanto, não aparece na história. Durante a narrativa o ratinho tenta de várias formas esconder ou disfarçar o morango maduro para que o grande urso não se aproxime. Um interlocutor oculto que narra à história convence o ratinho de dividir o morango maduro com ele para que assim, o grande urso esfomeado não tenha o prazer de experimenta- lo, mas será que esse não foi apenas um artificio da esperteça de um esfomiado que não era o urso?.





O livro Até as princesas soltam pum, de Ilan Brenman vai fazer as crianças rolarem de rir, ao descobrirem um "segredinho" das princesas mais famosas do mundo. Vale a pena conferir!







O livro Novas histórias antigas, de autor desconhecido traz a história do prìncipe que ninguem queria, um conto de fadas bem diferente do que estamos acostumados a ler e ouvir, pois narra a história de uma rainha que teve um filho horrível, um príncipe tão feio que ninguem queria casar, um monstro tão terrível que devorou duas noivas e um final surpreendente que mostra que "se monstro vais procurar, monstro vais encontrar" mas se "amor vais procurar amor vais encontrar".


No livro Exercicios de ser criança, o autor Manoel de Barros conta em prosa encantadoras aventuras, como a história do menino que carregava água na peneira e gostava de fazer coisas peraltas e despropositos do tipo e logo depois descobre que escrever é igual carregar água na peneira, pois suas produções tem como limite apenas sua imaginação, que é imensa e assim começa a fazer peraltagens com as palavras.




O conto O barba azul, de autoria de charles perrault, narra a história de um homem rico, o qual nenhuma moça queria se casar por conta da estranha cor de sua barba e pelo fato de ter se casado seis vezes e todas as suas esposas terem desaparecido, até que um dia ele convence uma jovem a casar- se com ele, tudo vai bem até que barba azul decide viajar e avisa a sua esposa para convidar todas as suas amigas para o castelo e divertir- se com elas, porém ela estava proibida de entrar em um pequeno quarto da casa, só que sua curiosidade é maior que tudo, então ele abre a porta e descobre um terrível segredo que pode custar-lhe a própria vida!



 O livro Flicts, de autoria de Ziraldo conta a história de uma cor que se chamava flicts, e ela não tinha a força do vermelho,  a luz do amarelo, ou a paz do azul, era apenas o frágio e feio flicts, e nada no mundo tinha a sua cor, nem a caixa de lápis, o laço, a ciranda, a fita ou a primavera, ninguém queria brincar com nada flicts e ele ficou  na solidão, mas um dia decidiu procurar um trabalho, uma faixa, um brazão de bandeira,algum espacinho no mundo, então correu o mundo levando muitos não, nenhum País o quiz, e então ele parou de procurar e foi subindo, subindo e sumiu, e nínguem o consegue ver, mas o que ninguem sabe (só os astronautas), é que de perto a lua é flicts!






Este livro aguça a curiosidade das crianças e de forma envolvedora e surpreende conta a história do "grúfalo" um terrível monstro que todos da floresta temem, e só um esperto ratinho consegue dete-lo. e você quer conhecer o grúfalo?








Este livro traz seis histórias que falam da criação do mundo e de alguns deuses africanos, como também fala da época em que o Brasil recebeu homens e mulheres que foram capturados na Africa e aqui escravizados e assim estas pessoas passaram a  escrever um pouco da história do Brasil, ao trazer consigo a história de seu povo, os segredos da sua religião, seus mistérios e deuses e contar suas narrativas dos mais velhos para os mais novos sem perder sua essência e riqueza. Vale a pena embarcar nessa magnífica viagem !
 

O livro "O sapo que virou príncipe - continuação" traz o depois do "foram felizes para sempre" do sapo e da princesa, mostrando que eles não foram tão felizes como sugere o fim do conto de fadas, tanto que o principe-sapo estava tão farto das reclamações da princesa que saiu a floresta à procura de uma bruxa que o trasformasse novamente em sapo, para que enfim encontrasse esse tal final feliz, nessa busca se viu em meio há histórias que lhe eram familiares, como a de João e maria, Cinderela e Branca de neve. Depois de sua aventura, ele volta pra casa e descobre que o "final feliz" as vezes está mais perto de nós do que imaginamos, só basta que o enxerguemos.
Este livro conta a história de Pedro, Lili e de um grande segredo, que Pedro tenta desvendar durante toda a trama, e no fim quando finalmente descobre "o misterioso segredo" se decepciona, pois estava a espera de algo mais extraordinário, só que mal sabe ele que por traz daquela pequena revelação que Lili o fez, há algo muito maior e surpreendente. Leiam e descubram qual é o Monstruoso segredo de Lili!
 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Afinal, para que serve a literatura infantil?

      No mundo de hoje, o qual todos estão em busca de melhores oportunidades de emprego e bens materiais, atividades como a leitura aparecem em segundo plano ou como mero instrumento de acúmulo de bens ( leitura para passar no vestibular, em um concurso público ou em uma prova). Mas, onde fica o espaço do prazer e do encantamento que a arte pode nos proporcionar através da apreciação da literatura, da música, dança, pintura, teatro, cordel ou poema?
       Talvez seja esta uma função da escola, já que uma de suas finalidades é garantir o acesso aos bens culturais e em seu próprio currículo tem um espaço (mesmo que reduzido) para as materias artísticas. Porém, ao recordarmos o tempo de nossas aulas de português nas séries iniciais do ensino fundamental é comum recordarmos que as professoras nas raras vezes em que liam uma "historinha", em seguida traziam "tarefinhas" de gramática ou as lições de moral, situação esta ainda bastante presente nas escolas.
Fonte:http://blogmail.com.br/como-ser-professor-de-escola/
       Assim surge uma questão intrigante: Se a arte tem por finalidade este dispertar de emoções e encantamentos, será correto ler uma obra de literatura infantil para as crianças, com o intuito de cobrar a apreensão dos outros conteúdos do currículo, ou até mesmo visando condicionamentos morais? Será que assim estaremos formando leitores verdadeiramente apaixonados pelo mundo dos livros? Será que em nossas salas de aula buscamos este objetivo ou reduzimos o papel da arte, inclusive em nossas próprias vidas?
     Nós enquanto educadores, precisamos refletir sobre nossa prática docente e nos perguntar qual é a finalidade dos processos educativos realizados em sala de aula e se estamos realmente colaborando na formação de sujeitos críticos e autônomos ou somente contribuindo para a reprodução da ordem social vigente, a partir do momento que restringimos a possibilidade criadora do nosso aluno.

Referência: PAULINO, Graça. Para que serve a literatura infantil? v.5 n.25. Jan/fev. Presença pedagógica,1999.